Tempo Submerso

Em 2003 eu estive na Rússia, mais exatamente no Arquipélago de Slovietskie Ostrova, chamado pelos russos de Solovki, onde foi criado o primeiro Gulag do regime soviético. Dessa viagem nasceram inúmeras matérias veiculadas na imprensa do Vale do Paraíba, e fui primeira página do jornal O Estado de São Paulo, com entrevista publicada no  primeiro caderno. Agora, o material por mim recolhido transformou-se em livro: Tempo Submerso, que está sendo editado pela Netebooks. A maioria das fotos publicadas é de minha amiga e anfitriã Irina Orlova, de Moscou.

Publico para vocês, a apresentação dos editores da Netebooks, selo pelo qual o livro será lançado, para que saibam do que se trata. Tão logo a capa fique pronta, eu a postarei aqui nesse espaço. (Ludmila)

“Viver não é visível” escreveu Clarice Lispector num de seus livros.

Este pensamento parece sintetizar a história narrada em Tempo Submerso, de Ludmila Saharovsky.

Realmente, muitas vidas tornaram-se invisíveis, nos anos negros que fecharam a Rússia com sua pesada cortina de ferro, transformando-a em União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Uma invisibilidade tão absurda que o próprio governo simplesmente nega o desaparecimento de 22 milhões de cidadãos, friamente assassinados, como se jamais tivessem existido.

Quando, em 2003, a autora empreendeu sua viagem ao primeiro Gulag Soviético no arquipélago Russo de Solovietskie Ostrova, em busca do paradeiro dos corpos de seus antepassados mortos pelo terror stalinista, jamais imaginou que pisaria num solo impregnado de cadáveres. Aliás, como é o solo de todo o território russo.

Os relatos de sua viagem, permeados por testemunhos de dor, assombro e medo, compõem a linha mestra desse livro. Mas, não apenas eles. Há também o resgate de reminiscências da vida de seus pais e avós, algumas felizes, outras dramáticas, e que desvelam o percurso que empreenderam para refazer seus destinos num país longínquo: Brasil, que para eles representava o perdido Shangrilá. E há também a sua própria história, a da menina que cresceu, recebendo do destino a possibilidade de ser feliz!

A revelação inédita de episódios brutais ocorridos nos Gulags, contados por sobreviventes, mesclam-se aos que lhe foram confidenciados pelos avós, para sempre alijados de sua pátria e de seus entes queridos, pela revolução comunista.

Ainda que se diga que tudo já foi contado a respeito desse triste episódio de nossa história contemporânea, Tempo Submerso mostra o contrário, ao resgatar a invisibilidade humana e impedir que a morte de tantos inocentes se perca no esquecimento.

Os editores
Netebooks Editora

Vista da principal ilha do arquipélago Solovietskie Ostrova, "Solovki" quando a gente se aproxima pelo Mar Branco

Eu, ao lado da muralha do kremlin de Solovki, transformado em primeiro Gulag Soviético em 1920

Eu, ao lado de uma das entradas laterais ao pátio interno do kremlin

Portão lateral de entrada ao pátio do kremlin de Solovki

Lateral da Catedral da transfiguração do Senhor, cuja construção inicial data de 1436

Procissão saindo da catedral

Vista dos corredores do Kremlin, restaurados

Vista panorâmica da Lagoa Santa, no entorno do arquipélago

Porões da catedral onde ficavam os prisioneiros

Outra foto dos porões de prisioneiros

Por do sol sobre a Lagoa

Fora das muralhas do complexo do monastério, as mulheres prisioneiras ficavam nos barracões de madeira na ilha.

Lagoa artificial construída pelos padres para aprisionar e conservar os peixes, para suprirem a dieta dos primeiros monges

Prefácio

Tempo Submerso se revela ao longo de uma viagem à Solovki, arquipélago russo, na borda do Círculo Polar Ártico. Emerge das memórias e reflexões de uma viajante para cumprir, nessa terra distante, a missão que recebeu do avô quando era menina. A missão de encontrar o local onde tombaram os mortos da família e celebrar o rito fúnebre ainda por ser feito.
Pelos olhos da viajante que narra, contemplamos paisagens glaciais, noites claras, lagos transparentes sob um céu infinitamente azul. Avistamos muralhas, torres de observação, altos crucifixos sobre penhascos – braços votivos abertos para a imensidão. Adentramos em ruínas, em templos, em monastérios com cúpulas arredondadas e brancas do século XVI. Pisamos em solos de turfas. Ladeamos pedras sobrepostas a pedras, que foram roladas e trazidas pelo degelo dos icebergs. Pedras peregrinas! É como se chamam. Caminhamos em um labirinto formado por elas, em céu aberto e à beira-mar. Somos informados que foi construído há cinco mil anos pelos povos que por ali passaram, para delimitar as áreas de sepultamento dos seus. Compreendemos então que estamos em um espaço sagrado e assim mantido por milênios.
Mas logo descobrimos que esse espaço também foi palco do assombroso da natureza humana – de uma de suas expressões radicais enquanto fenômeno de dominação. Estamos onde os comunistas instalaram, em 1920, o primeiro e mais temido campo de concentração do regime de Stalin e de seu lema: “Com mão de ferro levaremos a humanidade rumo à felicidade”.
.Emerge então o Tempo Submerso do qual a mulher que relata é também a sua guardiã. Transportados por seus olhos, suas mãos, sua escuta, imantados em seu corpo, folheamos documentos, conversamos com pesquisadores e partilhamos memórias acerca do destino cruel que alcançou homens e mulheres, crianças e idosos, nesse campo de concentração. Acessamos uma história de tiranias, de atrocidades, que foram escritas sob a inspiração e pelas forças mais sombrias e bestiais da natureza humana.
Ébrios de pasmo, prosseguimos com a viajante. Compartilhamos suas reflexões sobre o assombroso que foi vivido e sobre o assombro que permanece: a fragilidade de nossas instituições sociais enquanto barreira de proteção para lidar com as forças obscuras que também somos e impedir novos fenômenos de dominação. Esses que deliberam sobre nossos destinos individuais e coletivos, a todo instante, em amplitude, profundidade e intensidade diversas. Ora mudam radicalmente o curso da história para o mal, ora detém o curso no atraso, na ignorância, na indignidade, no sofrimento.
Ao longo dessa trajetória de descobertas e assimilações, a viajante nos conta sobre a sua infância. Somos apresentados à sensibilidade e religiosidade do seu avô, ex-oficial da guarda imperial russa, que nos envolve com a confecção de velas de mel, pinturas de ícones, orações e outras expressões pessoais de celebração da beleza e da fé. Somos apresentados também à avó e a sua cultura aristocrática. Apreciamos tradições, costumes, livros, músicas, tortas, modos de ser e estar em uma São Petersburgo dos czares. E chegamos aos seus pais. Ele, filho de um mundo renegado pela URSS comunista e que precisava ocultar diariamente qualquer sinal de sua origem para poder sobreviver em meio ao regime soviético de então. Já a mãe não. De família operária, ela podia, pelo menos, manter a sua identidade, que simbolizava a razão de ser da Rússia de então e para qual era preparada para ser médica e mãe da pátria. Nos caminhos e descaminhos que unem os crimes de Stalin aos de Hitler, os dois jovens se encontraram. Casaram-se em um campo de refugiados em Salsburg, onde nossa viajante nasceu logo após o fim da segunda guerra mundial.
Como a criança que foi a mulher que relata, ouvimos, sentimos, observamos como ela, a voz mansa da mãe, os chiados do rádio sintonizado pelo pai, o silêncio denso da avó, o estertor das preces penitenciais do avô. Observamos sensibilidades, sentimentos e sentidos, perspectivas solapadas, vidas violentadas e, sobretudo, a enorme capacidade dessa família para sobreviver às desorientadoras e avassaladoras deliberações políticas, que se inscreveram e determinaram os rumos da sua experiência humana.
Esse é o Tempo Submerso que Ludmila Saharovsky faz emergir de sua viagem à Solovki. Um tempo feito de recordações pessoais; de lembranças clandestinas de muitos; de reminiscências dissidentes da memória oficial. Um Tempo que evoca a existência de outros que ainda se mantém confinados ao silêncio, banidos para o esquecimento, pelas inconvenientes e inconfessáveis razões de governo, ou de religiões e até de mercado. No entanto, os tempos submersos resistem. Sobrevivem. E aguardam a redistribuição das cartas do poder para que possam emergir e revelar a memória que são, na forma possível, como esta edição.
O leitor pode perguntar a razão de remexer nesse passado? É para realizar um acerto de contas? Não. É impagável o débito com as vidas perdidas que compõem a memória desses tempos submersos. E a razão é outra.
Os tempos submersos são a nossa memória humana, que clama por escuta, apaziguamento e atenção. Acolher esse clamor é curar feridas latentes em nossa identidade coletiva. É propiciar o florescimento de consciências e sabedoria acerca das coisas “miúdas” de nossa existência, que, nesse instante, estão a engendrar novos tempos submersos, em intensidades e modalidades diversas. E como coisas miúdas escapam aos nossos olhos míopes*, precisamos então de boas lentes para vê-las. De uma imensidão de consciências e de sabedorias que permitam nossas pulsões para o bem prevalecer sobre as pulsões para o mal. Assim, poderemos fortalecer nossas instituições sociais para que possam cumprir sua razão de ser na construção de condições adequadas para o desenvolvimento de nossa existência.
Em Tempo Submerso, há uma menina e um avô. Há uma família e uma nação. E ainda há toda a nossa humanidade, que aguarda o seu amoroso e reflexivo acolhimento, para ser ouvida, apaziguada e fortalecida.

Maria Tereza O. S. Campos
Rio de Janeiro, novembro de 2010.

parte I
Enquanto eu subia os 365 degraus para visitar a Igreja da Sekirnaya Gora , um casal aproximou-se de mim e começamos a conversar. Logo perguntaram de onde eu vinha e o que estava fazendo em Solovky. Respondi que era jornalista, que residia no Brasil, e que viajara até a Rússia em busca da história dos Gulags e à procura de informações sobre meus parentes assassinados pelo Regime Soviético.
“Vem do Brasil, para isso?” Espantaram-se… E, imediatamente, seu espanto transformou-se em hostilidade mal disfarçada:
“Há tantas coisas interessantes para contar sobre a Rússia! Há tantos lugares maravilhosos para se ver em Solovky: a natureza, os templos, os labirintos… Vocês, estrangeiros, vêm para cá revirar, de novo, nosso passado. Por que não deixam nossos mortos em paz?”, falou exaltada a mulher.
“Creio que seus pais, tivessem eles realmente amor à terra onde nasceram, não teriam fugido. Eles permaneceriam na Rússia, quando ela mais precisou de todos!”, exclamou o homem enquanto outros turistas aproximavam-se de nós, atraídos pelos comentários.
“E para o que eles serviriam mortos? Para adubar o solo de nossa Pátria tingido pelo sangue de tantos inocentes que aqui tombaram”, retrucou energicamente Elena, nossa guia, vindo em meu socorro. “Quanto mais falarmos de nossos mortos, mais sentiremos que eles não viveram em vão. Que não morreram em vão, por mais que os políticos dinamitem nossos campos, por mais que destruam documentos, por mais que escondam de nós a nossa própria história. Essa história de dor, de medo e de vergonha!”.
Essas palavras calaram fundo em todos os presentes e continuaram martelando em meu cérebro quando, já de regresso ao Brasil, eu forrei a mesa de minha sala com fotos, documentos, vídeos, entrevistas, jornais e revistas, que trouxera, e de onde tantos rostos mortos, novamente, me fitavam: rostos de jovens, adultos e anciãos. Rostos de homens, mulheres e crianças. Rostos de pessoas das quais, mais do que o direito de viver, foi roubado o direito de morrer com dignidade. Eu fechava meus olhos e os via perfilados à minha frente. Eu abria os olhos e eles permaneciam no mesmo lugar, fitando-me tristemente, melancolicamente, dolorosamente, até o dia em que me sentei ao computador e comecei a resgatar a sua história, e, simultaneamente, a minha, que tentava emergir desse Tempo Submerso há tanto imantado em mim!
Este livro é a minha resposta a esse casal de russos.
Este livro é o testemunho de que, finalmente, cumpri uma promessa feita lá longe, em minha infância, para meu avô: encontrar nossos mortos e honrá-los.
Este livro é ainda a prova de que “atos de patriotismo” são íntimos e múltiplos tanto para quem fica, quanto para quem parte, habitantes que somos dessa pátria comum a todos nós, chamada Planeta Terra.

Labirintos

Abandono-me neste velho mundo, tentando entender as emoções. Perceber-me no aqui/agora é como um nascimento. É um sentir pela primeira vez. Sentir o cheiro único das florestas que rodeiam o mar, dos liquens, da água cristalina de tantos lagos salpicando a paisagem. Sentir o manso alvoroço dos insetos, o perfume de cada flor intacta na manhã que se prolonga dia afora e nunca encontra a noite. Sentir a voz muda das pedras, criadoras desta praia, elementos primitivos trazidos por geleiras e que permanecem materializando diques, templos e muralhas, protegendo espíritos, permitindo travessias. Habituo-me, pouco a pouco, a sentir antes de ver. A perceber sem racionalizar, numa nova e inusitada relação com meu cérebro tão viciado em lógica. E essa é uma prazerosa descoberta! Busco na brisa o frescor com o qual me lavo do passado, para somente então mergulhar nas águas do riacho e submeter-me ao novo batismo: Em nome do Pai e da Mãe Ancestrais. E assim, com o reflexo da água colado à pele, deslizo pelo labirinto de pedras, um passo a cada vez, nesse círculo milenar que permaneceu intocável até hoje, séculos e séculos depois, nesta ilha remota, incrustada no Mar Branco. Um círculo de pedras e plantas em espiral que se abre em outro… em outro e mais outro, e se fecha em si próprio feito concha. Começo minha lenta caminhada, por sua trilha estreita e me pergunto: Quantas, de dentro de mim, e também de fora, me espreitam? Que gênero de equilíbrio buscam? Revivem comigo antigos rituais? Guiam-me? Protegem-me? Preparam-me? Dou-me conta de que não emiti ainda nenhum grito primal que me fará existir deste outro lado. Procuro-o dentro das entranhas, passo a passo, temendo estilhaçar com qualquer som o mágico silêncio que me cerca. Meu grito não poderá ser outra vez, uma voz exterior a mim, confirmando pelo susto, que enfim inspirei… logo existo. Não! Isto seria reencarnar-me. Plasmar-me outra vez em forma antiga. Meu novo grito tem que ser interno. De amor, alegria, comunhão, inclusão. E isso! De inclusão e não de exclusão, descubro. Descubro para o que serve o labirinto. E, frente a mim, abre-se, como por milagre, uma nova terra prometida. Sinto a carícia do plano que me envolve e o palpitar de outra energia. Milhares de respirações intuídas à minha volta. Milhares de faces pressentidas me saúdam sem palavras que dissolvem. Sem palavras que nomeiam, hipnotizam, criam ilusões, visões, inúteis sinapses e quimeras. Milhares de toques suaves eu vou recebendo em minha pele sob a luz desta manhã que me contém. O horizonte já não existe mais e eu mergulho na totalidade do azul celeste. Tudo o que era demasiado me abandonou. Todo o supérfluo, o material, o viscoso, me deixaram. Apenas a alegria em mim palpita. Uma alegria imaculada dentro do silêncio. Caminho com a alma leve, assim, em festa! Passo a passo vou retornando a mim, à minha essência. Viver, hoje, me basta! Não questionar a existência, mas sê-la: dançar, cantar, jorrar, fluir, flutuar com a vida. Uma gaivota me atravessa em pleno vôo. E só então eu grito. Eu grito!


http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/russia_descobre_valas_do_terror_vermelho.html

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    24 pensamentos sobre “Tempo Submerso

    1. Minha Querida;
      Acompanhei, aqui de Jacareí/SP, sua viagem, seu retorno e suas primeiras crônicas nos jornais Diário de Jacareí e Valeparaibano, sobre seu retorno à sua antiga e complexa Rússia. Tenho estas crônicas guardadas junto a tantas outras. Saúde e Sucesso Sempre !

      • Meu querido amigo! Também tenho guardada com muito carinho, matéria que você publicou, querendo justificativas sobre o meu “sumiço”!
        Bom ter amigos! Bom saber que eles acompanham nosso trabalho, como você, Cabrera, sempre presente e sempre torcendo por mim.
        Logo logo nos veremos no lançamento de meu livro. Até lá, receba meu carinho e meu abraço!

    2. Obrigada, Claudio, pela leitura, pelo carinho.
      Espero contar com vocês no dia do lançamento, que ainda não está marcado, pois o livro entrou no processo de edição há pouco.
      Beijos para você e para Valéria!

    3. Lud

      Estou aguardando ansiosamente o seu livro. Sera um sucesso. Pena que nao posso ir ao lancamento. Espero sua visita em Las Vegas, num futuro próximo, com o Liv.
      Beijos,
      Mirian Ferreira

    4. Como todos aqui, também manifestamos a ansiosidade de termos em mãos este livro!Por favor não se esqueça de nós na noite de lançamento! Grande beijo querida!

    5. Querida amiga Lud, que maravilha ( e tristeza) através do seu livro saber um pouco dos familiares do meu avô, pois como já comentei, ele com a irmã, sairam da Rússia, fugindo do regime imposto, deixando TODA a família ao destino. Triste não é? Parabéns pela iniciativa.

    6. Espero que não se esqueçam de me convidar para o lançamento do novo livro!!!!
      Como sempre deve ser tão ou mais brilhante que os outros.
      Desde já desejo muito sucesso.
      Bjs da Ana Beatriz

    7. Estou com saudades !!!!!
      Hoje minha filha está completando 30 anos.
      Não vou poder abraçá-la pessoalmente !!!
      Sofri um acidente de carro.O seguro deu Perda Total !!!
      Assim resolvi reler tudo que vc. publicou no “Espelho D’Água” .
      Estou cada vez mais encantada !!!!!
      VALEU !!! Beijos da Ana Beatriz

    8. Salve, Lud!
      Sempre que me atrevo a dissuadir alguém de pensamentos negativos, cito a seguinte passagem, uma das mais marcantes de minha vida: ao assistir certa vez a uma palestra de uma amiga, jornalista e escritora, numa manhã ensolarada de sábado, na biblioteca de minha cidade natal, ela apresentou-se assim para a platéia: “Meu nome é Ludmila, eu nasci num campo de refugiados”.
      Aí, pergunto: “Você sabe o que isso significa? Então, por que reclama da vida?”

      Amiga!
      Quero ler o livro tão logo ele seja lançado e eu mesmo vou grifar trechos os quais pretendo que tenhamos versões em áudio. Em seguida, como sugestão, você pode postá-los em sua página.

      Relembrando Caetano: Lud, quem jamais te esqueceria?

      Inté Intão Ivan

    9. Nada é por acaso, os acontecimentos da vida vão e vêm. Feliz e honrada me sinto por tê-la conhecido e pela oportunidade de fazer parte da sua vida. O sucesso virá, cara amiga, certamente… Farei de tudo para poder estar em seu lançamento… Não vejo a hora de ler o restante. Abraço.

    10. Oi Ludmila, tudo bem?

      Meu nome é Edilaine e tive o prazer de conhecer a Cecília esse ano em minha escola. E essa menina me deu um prazer maior ainda me apresentando você e sua obra. Queria te parabenizar pela forma envolvente que escreve, estou no começo da minha leitura ainda, porém estou maravilhada com o livro Tempo Submerso, você me faz viajar com suas palavras e me sinto como se estivesse vivenciando o momento que descreve. É uma emoção muito grande. Obrigada por me presentear com tantas palavras verdadeiras e profundas.
      Entrei em seu blog para te conhecer melhor e notei que tudo que escreve, seja conto, poesia, você o faz com a alma, por isso suas obras são tão marcantes.
      Obrigada! Prazer em te conhecer!

      Bjos, Edilaine.

      • Boa tarde Edilaine!
        Adorei a sua gentileza em me escrever. Fiquei muito feliz!
        Preciso agradecer à nossa amiga Cecília por nos proporcionar esses encontros virtuais, que, quem sabe um dia, poderão tornar-se reais!
        Vou torcer por isso!
        Obrigada por sua visita ao meu blog. Espero que volte mais vezes!
        Grande abraço e todo o meu carinho!
        Ludmila

    11. Como sabem, morei por 6 anos na cidade de Jacareí e lá, através da Secretaria Municipal de Educação, tive o prazer de fazer alguns cursos. Um deles foi o de Folclore, ministrado pela renomada escritora da região Ludmila Saharovsky. Adoro aprender, mas com esse curso aprendi a valorizar a mim, minhas origens e os meus, a tempo de voltar e reescrever minha história, já tão dispersa.
      Hoje sou feliz em dizer que não sou mais aluna desta pessoa ilustre, mas seguidora e amiga.
      No ultimo mês tive a oportunidade de adquirir seu mais recente lançamento “TEMPO SUBMERSO” e também de dividi-lo com alguns queridos amigos. Hoje cheguei ao final do livro e não poderia deixar de compartilhar com vocês minha experiência.
      Lud, você que me ensinou a nunca deixar de valorizar os meus, levou-me através dessa emocionante trajetória prometida a seu avô, em lugares históricos que jamais pensei trilhar, para novamente me trazer à realidade que vivo e perceber o quanto somos irmãos de uma mesma Pátria, interdependentes, mestres e alunos, principalmente, neste caminho da educação que escolhi trilhar.
      Agradeço de todo meu coração, ao SER maior a oportunidade de cruzar, no caminho de dignidade que aprendi com os meus, com pessoas tão significativas que me transformam, dia-a-dia, levando-me a conquistar o verdadeiro objetivo da vida… aprender e evoluir sempre… Te amo Lud… Obrigada por dividir comigo um pouquinho de você… Sucesso sempre, minha amiga.
      E, para meus amigos, Tempo Submerso – Ludmila Saharovsky…recomendo e assino embaixo…

      Cecília Vicente Silvério

      • Querida Cecília, sem palavras…Só emoção! Obrigada, querida! Os meus, os seus, são todos nossos. Sementes, flores e frutos que somos dessa grande árvore chamada Mundo. Te abraço com todo o meu carinho e te guardo, para sempre, em meu coração!Beijos!

      • O que seria dos escritores sem a interação com seus leitores?
        Obrigada, minha querida Mara, pela lembrança, pelo carinho, pelas leituras e comentários que me deixam sempre com a alma em festa!
        Grande beijo!

    12. O trabalho da Ludmila e’ surpreendente pelo compromisso com a busca e pela poesia da narrative. A historia e’ contada, com dores e sabores, com cheiros e ritmos. Um trabalho muito necessario, delicioso de se ler , e que como todo bom livro nos deixa a interrogar, a desejar saber mais. Altamente recomendavel.

    13. Bom dia, Ludmila;

      Ao ler essa notícia, tomei a iniciativa
      de lhe escrever, coisa que eu deveria
      ter feito há muito tempo.

      http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2013/05/1284278-hitler-e-stalin-de-irmaos-espirituais-diz-testemunha-da-batalha-de-moscou.shtml

      Estivemos juntos no Festival de São Francisco,
      no ano passado no lançamento de nossos livros
      (Todos os Tempos, meu livro de crônicas).
      Foi uma oportunidade (nada é por coincidência) de te conhecer.
      O que quero deixar registrado é que o seu livro “Tempo Submerso”
      foi um motivo de muita emoção quando o li.
      O que destaco é que vc. não faz uma simples reportagem jornalística.
      Vc. mergulha nas emoções, intuições e sonhos,
      o que acredito, é uma capacidade dos artistas.
      Como adoro CG Jung, gostei muito quando citou uma teoria
      de “memória coletiva”, de Sheldrake (se não me falha a memória).
      Acho que vc. cumpriu a sua missão:
      escreveu um livro que muito contribui para a nossa cultura
      (imigrantes russos) e acredito que este que livro se manterá vivo
      por muito tempo, e poderá sempre ser revisitado.
      Um grande abraço

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