Contos de fada russos

Cresci alimentando-me com as histórias dos contos de fada russos(skazki) que os avós liam e, também, contavam de memória.
Histórias pouco conhecidas, infelizmente, entre nós, no Brasil. Aqui, contos clássicos de Lewis Carroll, Andersen, Irmãos Grim, impressos ou adaptados ao cinema pelo talento de Walt Disney é que fazem a cabeça de nossos pequenos, juntamente com os personagens inesquecíveis criados por Monteiro Lobato.
Meus livros infantis eram conseguidos com dificuldade, emprestados de amigos, apanhados em bibliotecas junto às igrejas ortodoxas e, uns poucos adquiridos em livrarias no centro da cidade. E eram tão lindo! Fartamente ilustrados, as historias contadas em versos. Ah! Como eu os amava e continuo amando!
Eu gostaria de colocá-los em contato com a fértil mitologia dos contos russos: o bruxo imortal Kochei Besmertniy, a bruxa canibal Baba Yagá, a sereia Russalka, o príncipe Ivan Tzarevich e tantos outros personagens que povoaram minha infância e, contribuíram, certamente, para que eu me tornasse a pessoa que sou, buscando sempre o lado encantado da vida e das palavras.
Assim, vou aproveitar esse mês de outubro, dedicado às crianças, para contar-lhes algumas histórias que lembro de cor, e outras que traduzi livremente de meus livros russos.Afinal, nossa criança interior sempre precisa de um pouco de magia!

E começo apresentando-lhes a Formosa Vassilissa.

Há muito, muito tempo atrás, num reino distante, vivia um rico mercador com a mulher e a única filha: Vassilissa. A beleza da menina era deslumbrante, mas ela cativava, igualmente, pela meiguice e delicadeza. Ao completar oito anos, sua mãe adoeceu e, sentindo que não viveria por muito tempo, presenteou Vassilissa com uma bonequinha mágica. “Filha, cuide muito bem dela e ela sempre a protegerá. Nunca, jamais, fale dela a ninguém. Este será nosso segredo. Promete?” “Ah…e tem outra coisa: sempre que você sentir-se em perigo, dê-lhe de comer e de beber. Alimentada ela lhe dará sempre bons conselhos e a ajudará em todas as dificuldades.”

Passado algum tempo a mãe de Vassilissa faleceu e seu pai, preocupado por não ter com quem deixá-la, sempre que viajava, casou-se com uma viúva que tinha duas filhas.
Ele pensou que assim, Vassilissa ficaria amparada e protegida. Ledo engano! A madrasta e suas filhas odiaram a menina. Tinham inveja de sua beleza e meiguice e, toda vez que o pai viajava, a madrasta inventava mil trabalhos, na casa, para ocupá-la.
Não importava quanto, nem qual fosse o serviço. No tempo certo, tudo estava concluído. Como isso era possível?
Simples! Quando ficava sozinha, Vassilissa pegava sua bonequinha mágica e a alimentava:
“Coma tudo, meu amor, e me ajude no que for!”
A boneca ouvia Vassilissa, dava-lhe conselhos e, enquanto ela dormia, o trabalho se fazia!
O tempo passou, e as meninas cresceram. Estava na hora de arrumar um bom partido.
Muitos pretendentes apareceram, mas todos tinham olhos apenas para a mais jovem: Vassilissa! A madrasta, furiosa, decretou: “Você só se casará depois de suas irmãs, e se eu permitir!” Ah! O ódio e a inveja consumiam as três malvadas!
Certo dia, quando seu pai precisou partir para mais uma longa viagem de negócios, a madrasta exultou de felicidade! Era a oportunidade pela qual aguardara por longo tempo! Com o pretexto de “mudar de ares”, desfez-se da casa em que moravam e mudou-se com as filhas e a enteada para outra, que ficava próxima à floresta. Floresta onde morava a temida Baba Yagá! A bruxa simplesmente devorava qualquer pessoa que se aproximasse de sua cabana ( isbá) E que cabana! Ela foi construída em meio a uma clareira e se apoiava sobre quatro enormes pés de galinha. Seu trinco era uma bocarra cheia de dentes afiados, que arrancavam os dedos de quem ousasse tocá-lo…E a cerca era feita de longos ossos humanos encimados por caveiras de enormes olhos esbugalhados, que à noite brilhavam com uma luz vermelha, assustadora, na escuridão…
A madrasta, todos os dias, inventava alguma tarefa que Vassilissa precisava fazer na floresta, na esperança de que a Baba Yagá logo a encontrasse e a comesse! Para espanto das três malvadas, no entanto, Vassilissa sempre voltava sã e salva. Assim que saia de casa, ela tirava a bonequinha, bem guardada no bolso do avental, e lhe dava de comer. A boneca, então, lhe indicava caminhos pelos quais sempre contornava a isbá da temida bruxa. Morrendo de raiva, a madrasta pensou e pensou e, certa noite, teve uma idéia. Apagou todos os lampiões da casa e ordenou à enteada que fosse pedir fogo, lá na cabana da Baba Yagá, que era a única que poderia ceder-lhe o lume.
Vassilissa, sem ter como escapar da tarefa, pegou sua trouxinha de comida, e, tão logo afastou-se da casa, começou a alimentar sua boneca:
“Coma tudo, minha querida, e cuide da minha vida!”
“Não tenha medo, Vassilissa! Vá à casa de Baba Yagá, mas nunca se separe de mim! Eu não deixarei que nada de mal lhe aconteça!”
E Vassilissa entrou na floresta. Andou, andou e andou na escuridão, até que, lá longe, viu uma luz branca, muito brilhante, se aproximando: Era um cavaleiro branco, todo vestido de branco, montado sobre um majestoso cavalo branco, que passou à sua frente à galope. E começou a clarear!
Vassilissa caminhou mais algum tempo, quando viu uma luz vermelha se aproximando. Era outro cavaleiro, todo vermelho, de cabelos cor de fogo, vestido com uma riquíssima armadura vermelha, sobre um cavalo vermelho, que passou à sua frente, galopando. E o sol surgiu, com todo o seu brilho, iluminando a floresta.

Vassilissa estava cansada de tanto andar…Logo a noite cairia de novo sobre a floresta, e nada de chegar ao seu destino!
A pobre menina, cansada, tremia dentro de seu vestidinho leve, quando um terceiro cavaleiro surgiu por entre as árvores. Ele era todo negro, vestido de negro, montando um maravilhoso corcel negro, que, ao passar, trouxe consigo a noite sem estrelas…
E então ela viu: numa clareira que se abria à sua frente, de repente acenderam-se dezenas de luzes vermelhas que brilhavam assustadoramente. Ela apurou a vista e conseguiu enxergar, atrás da cerca, finalmente, a isbá de Baba Yagá! E…VRUUUMMM…com um barulho ensurdecedor, surgiu a própria bruxa, montada em seu pilão voador, bramindo uma vassoura!
(Baba Yagá, ilustração Vasnetsov)

“Quem é você, criatura, que ousa invadir a minha propriedade?” gritou a bruxa com sua voz estridente, cuspindo as palavras com sua boca, onde só se via um dente enorme, enquanto falava….O fedor que ela emitia era insuportável! Baba Yagá tinha um nariz enorme, com uma verruga maior ainda, que quase alcançava o queixo. Seus cabelos desgrenhados e cheios de gravetos estavam protegidos por um chapelão negro pontudo, e sua mãos de dedos finos e compridos, terminavam em unhas horríveis que mais pareciam garras!
“Sou Vassilissa, vovozinha. Eu não ia entrar em sua isbá sem a Senhora”! “Vim aqui a mando de minha madrasta, pedir-lhe, por favor, que nos empreste um pouco de fogo!”
“E porque eu iria emprestar-lhe fogo? Heim? Me diga, me responda!”, grunhiu a bruxa, chegando tão perto de Vassilissa com seus olhos esbugalhados, que a menina quase caiu no chão!” “Você quer fogo? Quer fogo? Pois antes terá que ficar comigo o quanto eu quiser e fazer todo o serviço que eu mandar!” “E já vou-lhe avisando…se eu não ficar satisfeita…hahaha…você dará um belo almoço!”
E assim, a nossa Vassilissa ficou morando e trabalhando na casa de Baba Yagá! E, mais uma vez sua bonequinha encantada veio em seu auxílio. Todo o serviço que a bruxa ordenava, ela cumpria em tempo e sem reclamar!
Por mais que a bruxa se esforçasse, não conseguia entender como isso era possível. Ninguém, mas ninguenzinho até então, conseguira fazer nem a metade das tarefas, e estava, há muito tempo, dentro de seu barrigão!
Baba Yagá cumpria diariamente a mesma rotina. Acordava sempre de madrugada. Assim que o Cavaleiro Branco passava, ela saía montada em seu pilão. Pelo caminho cruzava com o Cavaleiro Vermelho, que trazia o sol, e regressava depois que o Cavaleiro Negro trouxesse a noite. Voltava e não tinha nada do que reclamar. A sua isbá estava arrumada, o pátio varrido, o fogo aceso, a mesa posta e o jantar, sempre delicioso, prontinho no panelão.

Vassilissa, já estava até começando a perder o medo da bruxa horrível, tanto que, uma bela noite, durante o jantar, pediu licença para lhe fazer uma pergunta:
“Vovozinha…quem são os cavaleiros que sempre passam galopando por aqui? Um branco, um vermelho e outro negro?”
“Eles são os meus vassalos; o Cavaleiro Branco é o meu dia claro! O Vermelho é o meu Sol radiante, e o Negro é a minha noite escura! Eles estão a meu serviço!”
“E agora é a minha vez de lhe fazer perguntas: Diga-me, como você consegue dar conta de todo o serviço que lhe dou?”
“Ah, vovozinha…minha mamãe que já partiu é que me ajuda. Eu sou uma filha abençoada!”
Quando Vassilissa completou a frase, Baba Yagá pulou da cadeira, berrando: “Fora! Ponha-se já para fora daqui! Gente abençoada me faz um mal danado! Fora, fora!”
Enquanto berrava, a bruxa foi empurrando Vassilissa para fora de sua cabana. Arrancou da cerca uma caveira de olhos acesos, espetou-a num pedaço de pau e disse. “Aí está seu pagamento, agora suma de minha vista e não se atreva a voltar!”
Assim que se viu livre, Vassilissa começou a correr, a correr, a correr com a caveira iluminando seu caminho. Ao amanhecer, os olhos da caveira se apagaram e tornaram a acender ao cair da noite. Na manhã do segundo dia, Vassilissa prosseguiu correndo e só avistou a casa da madrasta ao anoitecer. Novamente os olhos da caveira se acenderam, e, como a casa estava às escuras, Vassilissa apressou-se em entregar a chama à madrasta.
Qual não foi a surpresa quando o trio avistou Vassilissa! Fingindo alegria, elas correram a fazer-lhe festa! A madrasta contou que ficaram sem fogo durante todo o tempo de sua ausência. Qualquer chama que trouxessem para casa, logo se apagava. Ah! Agora sim! Com o fogo dos olhos da caveira de Baba Yagá poderiam finalmente acender as velas e a madeira do fogão.

E então, o inesperado aconteceu. Quando elas se aproximaram da caveira, ela lançou chamas tão fortes que as três malvadas se incendiaram e num instante transformaram-se em cinzas! Então, os olhos da caveira se apagaram. Vassilissa escapou sem um chamuscadinho sequer. Pela manhã, ela trancou a casa, enterrou a caveira e voltou para a cidade, pedindo abrigo na casa de uma boa velinha, até que seu pai voltasse.
Passado algum tempo, Vassilissa, sem ter com que ocupar seu tempo ocioso, começou a ficar entediada, então, teve uma idéia:
Vovó, e se eu começasse a fiar? Nós poderíamos vender os tecidos e ganhar algum dinheirinho… A velhinha, que gostava muito de Vassilissa, de pronto aceitou a idéia. Saiu para encontrar a fibra de melhor qualidade, que comprou e trouxe para casa. A menina, sempre com a ajuda de sua bonequinha, arrumou uma roca e elas teceram uma cambraia de linho tão fina e delicada, como jamais se encontrara em todo o Reino. Em seguida, a bonequinha arranjou um tear, e o tecido que produziram ficou tão maravilhoso, mas tão maravilhoso, que a velhinha resolveu levá-lo para oferecer ao próprio rei, em pessoa.

Sua Majestade gostou tanto do tecido, mas tanto, que logo lhe encomendou uma dezena de camisas reais.
À noite, com a sua bonequinha mágica devidamente alimentada, elas costuraram as mais belas camisas que o Rei já vestiu. Encantado, o monarca pediu aos seus vassalos que trouxessem à sua real presença aquela artesã tão talentosa, e assim foi feito.
Quando Sua Majestade pousou os olhos em Vassilissa, imediatamente apaixonou-se perdidamente por ela, pediu-a em casamento e a transformou em sua rainha.
Algum tempo depois, o pai de Vassilissa retornou de sua longa viagem e mal pode acreditar em toda a história que a filha lhe contou. Ele foi morar com ela no palácio, para onde Vassilissa levou também a boa velhinha.

E a bonequinha mágica?
Ah…Vassilissa jamais separou-se de sua boneca. Ela sempre a trazia consigo, escondida num dos muitos bolsos secretos de sua roupa de rainha e a boneca continuou a aconselhá-la e a ajudá-la pelo resto de sua vida longa e feliz.
(tradução livre do russo de Ludmila S.)
(ilustrações escaneadas do livro de histórias em epígrafe)

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    47 pensamentos sobre “Contos de fada russos

    1. Gostei muito! Adorei as ilustrações. Tem trechinhos que lembram um pouco de cada um dos contos de fadas ocindetais, como a Branca de Neve na floresta, a Bela Adormecida fiando, a Cinderela com as irmás e madrasta malvadas.

      beijooo

      • Obrigada pela leitura, Fernanda! Realmente os contos de fadas parecem ter uma raiz em comum, que desenvolve-se no imaginário dos povos. Volte sempre! beijos!

      • Ô Adriana, que bom que leu! Que bom que gostou! Fiquei feliz com seu comentário! Pretendo em breve publicar alguns trabalhos de pintores russos famosos, que se inspiraram em contos de fada para criarem obras magníficas! Grande abraço e volte sempre!

    2. Que coisa linda! Fiquei emocionado. As ilustrações são envolventes, nos levam para o tempo, espaço e nos deixam tão próximos dos personagens que nos tornamos um deles. Assim somos todos “Ludmila’s” passeando nos sonhos russos……assim sendo…:
      Какая прекрасная вещь! Я был перемещен. Иллюстрации вовлекают, они берут нас ко времени, месту, и они оставляют нас так рядом характеров, что мы становимся одним из них. Таким образом мы – целый “Ludmila’s”, идущий в российских мечтах…Carinho Ludmila!

      • Boskovsky мой дорогой друг. Я в восторге! Вам удалось ответить на русском языке!
        Больше не нужно переводить русские сказки. Я пришлю их вам!
        Beijos! Ludmila

    3. Um belo conto, com ilustrações fantásticas e prefaciado com o estudo de Jung
      sobre as crenças e mitos que formam a nossa compreensão do mundo e que sustenta a nossa fé e imaginação. Me senti criança e ao mesmo tempo parte da humanidade, morando aqui no interior de Minas, mas como disse Chico Buarque em seu último CD: Daqui posso ver na tela o bairro, o telhado, a chaminé da casa dela, e imaginar a roupa, a cara que ela faz quando me escreve… e fechando os olhos…tomando um copo de vodka…estar na noite de Moscou…” Obrigado pelo conto e pelo carinho!

    4. Lindo conto… Já conhecia um pouco da história da Baba Yagá do livro Mulheres que correm com os lobos, que traz contos de vários povos sobre o papel feminino com uma análise psicanalítica muito interessante. É sempre muito bom viver o mundo mágico através desses contos, ainda mais quando acompanhados de ilustrações tão belas. E que venham outros!!!

      • Dekalaf, logo publicarei uma análise psicanalítica sobre este conto, que uma amiga está desenvolvendo.
        Contos de fada alimentam sempre a nossa criança interior, não é mesmo?
        Adorei sua visita. Volte sempre! Beijos!

    5. Lud querida, a Priscila já tinha falado deste conto mas tive o prazer de amá-lo um pouco mais do que imaginei…
      Foi uma experiencia incrível, onde minha personalidade – educadora foi saindo de mansinho e a eterna alma-criança ficou ali, quase sem respirar, curtindo o desenrolar dos fatos.
      Grata por nos presentear com tanto encantamento.
      Beijo nas asas

    6. A cultura russa é tão maravilhosa e o seu imaginário se perde na noite dos tempos…! Perto dela a nossa cultura americana é um bebê engatinhando. Também amo os contos infantis russos (que não são só para crianças), com ilustrações mágicas, muitos escritos em versos e cheios de uma delicadeza ímpar para descrever a alma e as experiências humanas… Nós só temos a ganhar com essas traduções. Obrigada, Ludmila, por nos dar essa oportunidade. Vou esperar ansiosa para ler mais “ckasski”. Beijão.

      • Olá, Fabiana!
        O conto, narrei de memória .Meus avós russos me contavam. Meus pais estimulavam muito a leitura e possuíamos uma significativa biblioteca de autores russos em casa. O tempo passou, os avós e os pais partiram, os livros foram doados para quem não os tinha lido e hoje, eu mesma avó, narro esses contos de fadas para meus netos.
        As ilustrações busquei em sites russos na Internet. São desenhos de pintores reconhecidos mundialmente, que enriqueciam muito os livros e faziam nossa imaginação dar salto mortal nos travesseiros, na hora de dormir. Seja muito bem vinda! Novos contos virão! Abraços!

    7. Meu Deus :eu adoro contos de fadas!!!
      Este russo é fantástico, lindo, surpreendente !
      Eu fiquei embevecida!!!!
      Que venham outros, rapidamente !!!
      Beijos da Ana Beatriz

    8. olá, eu tinha um livro infantil nacional com essa história, minha filha adorava quando criança. infelizmente me desfiz do livro quando ela cresceu,agora ela gostaria de ter esse livro para o filho dela,mas não encontramos. Vc saberia aonde posso comprar este livro? pode ser em inglês tbm.muito obrigada!!!

    9. Muito interessante a história, onde eu consigo essa e outras histórias infantis em forma de Livros? ou para baixar na internet? Sou de Porto Alegre-RS

    10. Olá! Gostaria de saber se você conhece, se já ouviu ou leu a história atribuída ao “cavaleiro azul” ou “der blaue reiter”, personagem de conto de fadas russo que influenciou o artista plástico Wassily Kandinsky.
      Estudei o artista e encontrei essa informação que deu nome a um dos primeiros manifestos expressionistas e gostaria muito de ler este conto de fadas na íntegra.
      Aguardo sua resposta.
      Obrigada!
      Giovana.

      • Olá Giovana!
        Obrigada por sua visita.
        Pelo que sei, e consultei amigos que conhecem literatura infantil russa melhor do que eu, o cavaleiro azul não é personagem de nenhum conto de fadas russo. Ele foi criado por Kandinsky na época, para criar um clima “azul” em torno dos expressionistas. Kandinsky adorava essa tonalidade, como você sabe. Ele achava o azul a cor da espiritualidade, e a empregou muito em suas pinturas. Grande abraço!

    11. Eu adoro tudo que vem da Rússia. Tenho algumas pessoas que conheci em Atlanta, sempre generosas e muito gentis. Adorei a história e espero outras. Um abraço,
      Sonia

    12. Ludmila

      como todos que escreveram as ilustrações/imagens são lindas…o conto eu ja conhecia…conto-o para crianças…sou contadora de estoria e no dia 21.08.2012 as 16 horas contarei VAssilissa, a formosa em sao paulo…na livraria novesete…caso esteja no brasil em sao paulo e queira mais informações…entre em contato.

      Parabéns Regina Azevedo

      • Olá, Regina!
        Fiquei muito feliz com sua visita e comentários.
        Adoro contadores de histórias e, vez ou outra, também me habilito.
        Resido em Rio Grande, RS, assim, infelizmente, não poderei ouví-la e viajar, mais uma vez, pelo mundo mágico de Vassilissa, mas, certamente, sua apresentação levará seus ouvintes ao encantamento.
        Grande beijo e volte sempre!

    13. olá, sei que o post é antigo, mas espero que responda,
      adorei o conto, e estamos reproduzindo-o para uma HQ eletrônica para um projeto da faculdade.
      Sabe quem escreveu a história original ?
      desde já muito Obrigada.

      • Olá Aline!
        Que bom que visitou meu blog e me deixou um recado. O retorno de leitores sempre me deixa muito feliz.
        A literatura popular russa ainda é bem pouco conhecida no Brasil.
        As tradicionais “skázkas”, contos de fada e historias maravilhosas russas, elas não possuem um autor. Elas foram transmitidas de forma oral, geração para geração, há séculos e chegaram até nós graças aos contadores de historias itinerantes. Depois, elas acabaram sendo compiladas por vários autores e publicadas. Muitas delas serviram de inspiração para renomados escritores como Puschkin, Liermontov, Tolstoi.
        Vassilissa Formosa, foi reescrita em versos por Puschkin, que se inspirou na versão popular.
        Essa versão do meu blog, porém, é uma re-leitura minha, de memória, das historias que meus avós contaram para mim, e meus pais contaram para os meus filhos.
        Espero ter respondido às suas dúvidas. Qualquer outra pergunta, estou à disposição.
        Grande abraço!

    14. Mas que história mais linda, Ludmila! Há tempos estou apaixonada por contos de fadas russos, mas ainda não havia lido este. Gostaria de saber se tu me permite postar esse conto no meu wordpress sobre contos de fada – tudo com os devidos créditos, é claro! Aguardo tua resposta e te parabenizo novamente pelo ótimo post.

      • Boa noite, Lais!
        Fiquei muito feliz com seu e-mail. O retorno dos leitores é a nossa recompensa!
        Claro que autorizo vc a utilizá-lo no seu espaço, e agradeço pela divulgação. Vou visitá-la em breve! Grande abraço!

      • Que bom que gostou, Julia! Interessante… eu também copiava os desenhos de Bilibin, em papel de seda, e depois transferia para cartolina . Coloria e colava nas capas de meus cadernos escolares, para embelezá-las, pois eram tão sem graça! Meus livros de contos de fada já eram de “segunda mão” e acabaram por sofrer demais os danos do tempo, mas, quando fui à Rússia, comprei uns novinhos para meus netos! Grande beijo e volte sempre!
        Prazer saber de você!

        • Olá, pessoal!
          No último Natal, ganhei um calendário, no qual cada mês do ano é representado por um conto russo bordado a mão. Um trabalho maravilhoso.
          Quando chegou março, a história do mês era ” Vassilisa, a bela”, que me fez ficar curiosa e pesquisar na Internet, achei este cantinho lindo onde pude conhecer a história.
          Agradeço a sensibilidade da Ludmila, por este cantinho que tanto comove a leitora por sua beleza delicada. Felicidades, Ludmila!

          • Obrigada, Celeste, pela visita e comentário tão carinhoso. Que bom que gosta dos contos de fada russos, aliás…queria muito ver esse seu calendário! Deve ser demais! Grande beijo!

    15. Olá, Ludmila,

      Fiquei feliz por encontrar este site, tão bonito. Eu também cresci ouvindo contos de histórias russos, que minha mãe contava, ela era apaixonada pela leitura, e nos incentivou muito a ler.
      Cresci lendo Monteiro Lobato, e todos aqueles que vc citou , que tanto enriqueceram minha infância, e sempre lembrando de um livro em especial , que ela lia para nós , lindamente ilustrado. Pois não é que arrumando minha estante de livros antigos eu o encontrei? Por ser tão antigo não está em boas condições, então procurei e encontrei uma pessoa que restaura livros, vou levar hoje lá, pena estar faltando as primeiras páginas e a capa já não existe. Me parece que chama-se “Lendas e contos da Rússia”. Vc deve conhecer. As ilustrações são lindas com as que vc publicou aqui, uma beleza!!
      Depois vou te dizer ao certo mais informações sobre ele para ver se vc pode me ajudar a recuperar a capa, quem sabe?
      Um grande abraço.

    16. eu sou terminei um curso a distancia de contadora de historias eu como cresci numa familia que tinha muitos livros eu sempre li os contos russos e sempre achei muito mas magicos e fantasticos que os outros contos , estou querendo recuperar esses contos para mostrar a uma geracao que existem outras formas de presentar um conto de fadas

    17. Adoro Baba Yaga ela é personagem única cheia de mistérios e existe uma simbologia imensurável neste conto de Vassalisa e a velha bruxa. Foi muito bem elaborado e deixa nas entrelinhas o que todas as meninas precisam fazer para se tornarem rainhas de suas vidas.
      Obrigada por compartilhar e resgatar este conto, foi muito bem colocado.
      Simplesmente adorei.

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