Sonho

3angkorwatpaisagensimpressionantesTemplo budista em Angkor Wat Camboja

E eis que surge o templo dentro do tempo
que orbita no silêncio da noite adamascada.
Deuses e demônios o povoam.
Um anjo se fragmenta nas alturas:
um murmúrio de seda se desprende de suas asas
e pousa em meu plexo desarmado.
O tempo exala mistérios que o templo absorve
com suas guelras de pedra e musgo.
Um soluço desprende-se de mim, estrangulado,
Enquanto o sono me acolhe, no exílio.
(Ludmila)

     

    Ilha de Torotama

    DSC04402aHoje fizemos um passeio até a Ilha de Torotama – 67km de Rio Grande (em tupi guarani local habitado pelos tatus canastras) Estrada de areia batida em área rural, muito horizonte e uma comunidade de pescadores à beira da Lagoa dos Patos. A paisagem é todo o atrativo do lugar. Quando a pesca é boa ( este ano a safra está ruim) compra-se camarão a bom preço, pescado na lagoa. Os moradores disseram que a praia é boa para se tomar banho, a água limpa e a lagoa rasa na beira, mas hoje, apenas alguns bois apreciavam a paisagem. E nós! (Ludmila)
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      Amar, verbo primeiro

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      Sem palavras.
      Tudo pode o amor!
      Vídeo gravado por um turista na ilha chamada Geórgia do Sul que pertence aos ingleses, e situada ao sul mais distante do continente Sul Americano.
      Este é um vídeo único de uma turista, que se sentou na praia para admirar os elefantes marinhos e os pinguins na Baia Dourada da Geórgia do Sul. Inesperadamente, um dos elefantes marinhos é aparentemente atraído por ela e pouco a pouco vai se aproximando. É uma cena fora do comum e muito interessante. O elefante marinho e’ grande (mais de 2 toneladas), entretanto ela nunca se amedrontou… ao contrario, mostrou um mix de absoluta naturalidade e divertimento, enquanto outra pessoa gravou em vídeo esta maravilhosa experiência.
      É impossível não se emocionar. É o encontro com a inocência no seu estado mais puro!

         

        Fernando Coelho

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        Sonata do Cair da Tarde
        “O desperdício da palavra dorme entre teus dedos leves no despudor da madrugada. Aguarda que o amor ali lhe acorde imaculado. Quantas noites existirão nesta que te suplica amor? De mim, tens o tamanho e a pulsação. Esta angústia quer que seja o amor surpreso, imorredouro, porém. Mais ou demais? Imortal como um raio que se esconde na terra. Essa distância é simples desapontamento no caderno escolar. Lápis que escreve em casca de orvalho. Há curvas assimétricas de perfume, rasas, na compreensão de um amor para sempre, quase volátil, esfinge trêmula, animal sincero, sim. Eterno até que dia? Há curvas no amor que não se lamentam da labuta por serem curvas perdendo-se no amor. Deságua a noite que turva o mar, turva o que desbota, o que tem, e ainda canta o encanto de ser noite. Lacerando-me com a melanina da lua, uma lágrima impura de conciliação. Cedo, a lágrima. O pungente e inabalável amor é sobressalto de ouvir dizer. De ouvir falar a amada, sem vê-la, nenhuma vez, nenhum dia, nunca. Lampejo do corpo foge entre os dedos, sangue sobrando no paladar, gosto de espinho no coração, ferindo a fímbria do lençol que levas, arrastando como um sonho de pano no corpo de petúnias. Só, o envelope invertebrado do meu mundo. Teus ombros túrgidos recolhem-se, embriagados de alvorada, e atiram-se pela janela roída de paisagem amanhecida. E me matam com odor de nunca mais. Eu, com as árvores da noite flageladas, a janela reclusa em tua beleza inocente, choramos que partas tão depressa desvestida do meu abraço incrédulo, nu, poderoso, e desgarrado do vento. És o suspiro de nós dois. Fica neste sonho.” (Fernando Coelho)
        Imagem: Lucy Reynolds

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