O sonho que me sonha

Imersa no silêncio, respiro o doce aroma das palavras que ainda se abrirão
na manhã que se gesta do outro lado do horizonte,
lá onde as estrelas se acomodam em constelações
e as moiras tecem o destino humano.
Durmo e a noite me absorve, encorpada e lenta.
O céu sorri com sua boca de lua semi aberta, mal se importando com o frio que
congela a rua, a casa, os muros e suas heras, os cães insones e as roupas nos varais.
Dormem também, cansadas, as palavras. Elas que descrevem as sombras…
Não haveria sombras sem a força que permeia as palavras, nem luz, nem sangue, nem poemas.
Como entender a dor do mundo sem palavras?
Ou essa quietude plena, ou o amor?
Durmo e não sei se sonho, ou se o sonho sonha a mim!
(Ludmila)

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