Conto mínimo: Viagem


Embarcou na estação para o inadiável compromisso.
Distraiu-a a beleza da paisagem, o sol se pondo no horizonte, o V dos pássaros cruzando o céu em vôo de regresso.
Abstraiu-se tanto que, chegando ao seu destino, esqueceu-se a que veio, assim, nem saiu do trem, iniciando a viagem de retorno. Talvez na estação de embarque, conseguisse relembrar.
Reembarcou no trem para o inadiável compromisso…
(Ludmila)
(Ofereço este conto mínimo ao meu amigo Alcemir Palma, porque ele os coleciona e distribui entre os amigos)

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    7 pensamentos sobre “Conto mínimo: Viagem

    1. Ludmila.
      Não a conheço pessoalmente, mas é como se já fossemos amigas a longa data!
      Seus contos mínimos me surpreendem a cada novo, publicado. Eu ADORO!
      Você já os publicou em livro?
      Onde posso adquirí-lo?
      Um abraço desta sua fã
      Margô

      • Oi Margô!
        Que bom que gosta de meus contos mínimos!
        Eu também gosto muito de escrevê-los!
        Para mim é um exercício de síntese, prolixa como sou com as palavras…
        Eu estou reunindo-os para publicar em meu próximo livro que terá como título:
        Eu não sou Nélida Piñon. Projeto para o próximo ano.
        Beijão e volte sempre!

    2. Eu também sou fã de carteirinha dos seus CONTOS MÍNIMOS!
      Eles me surpreendem sempre pelo final inesperado.
      Eu os fico aguardando para ler e me deleitar!
      Parabéns!
      Livingstone

      • Compromissos?
        Às favas os compromissos! Hoje, amanhã…entramos sempre em labirintos dos quais a abstração, por vezes, é a única saída! beijos, amigo!

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