Ao mestre, com carinho

Alguns haicais

Sol na memória
O rosto do mestre
Ilumina a sala.

No caderno antigo
O visto vermelho
tatua a infância.

Cercada de branco
A primeira palavra
E o mestre, nela.

Sobre o quadro negro
Sua letra materializa
a magia do verbo.

Duas vezes dois
e a equação da infância
resolve-se por inteiro.

(Ludmila S.)

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    4 pensamentos sobre “Ao mestre, com carinho

    1. Ludmila…que bonito!

      O sol nascente
      no espelho d’agua
      se olha
      e se banha!

      ………………………………………

      Do meu Hai

      …cai leve do
      meu espírito, notas
      sonoras ao seu talento!

      Abraço do Bosco

    2. Lindíssimo, lindíssimo! Eu, que nem sou professor, fiquei emocionado. E sinto que minha emoção homenageia mestres inesquecíveis, entre eles Irmã Zélide, franciscana de corpo e alma (o poder dos advérbios e preposições, além do subjuntivo, aparentemente desconhecido hoje em dia); o saudoso professor Ramão (que dava aulas grátis para quem quisesse fazer o exame de admissão); o professor Luis Antônio (que me fez descobrir que eu podia equacionar o mundo material), e (injustamente não nominados) tantos outros, com cuja luz descobri-me tentanto equacionar o imaterial.
      Lindíssimo, lindíssimo!

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