Carne Viva


Percorro-te as costas
E não encontro asas
Mas, minhas mãos noturnas
Esbarram na espada
Flamejante e rara
Que trazes contigo
E, destemido, cravas
Em minha carne viva.
Então…
Sou eu quem vôo,
O corpo soerguido,
Num planar ardente
Sobre os teus sentidos.

(Ludmila Saharovsky, no livro Cronistas, contistas e Poetas contemporâneos, Editora Scortecci)

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