Desenredos 7

Aspirando o pó diário do carpete da sala, imaginou que a mancha de umidade proviesse de algum cano furado. Chamaria o encanador tão logo terminasse a faxina. Em poucos minutos, porém, um estreito riacho já percorria a sala de visitas. Extasiou-se, e a água cresceu em volume. Logo, grossa torrente dividia a casa em duas margens. As garças não tardaram em aparecer, tampouco os peixes. Ao anoitecer, preparativos findos, trancou portas e janelas. Armada com os apetrechos de camping, inflou a canoa e partiu em direção à outra beira. Mergulhada no silêncio da noite, lembrou-se de que nada dissera ao marido. Pensou em regressar, mas, a porta da sala já nem se vislumbrava no horizonte. (Ludmila Saharovsky)

Vamos lá? A intervenção de vocês se inicia a partir de: Ao anoitecer…

ao anoitecer,surgiu a vitória -régia.Lembrou-se que,sim,ela era uma rainha e merecia este prazer:deitou-se sobre a flor e dorme ainda,até que a correnteza a leve a outras águas.Dyrce

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    Um pensamento sobre “Desenredos 7

    1. Ao anoitecer, olhou o céu salpicado de estrelas e mergulhou nas águas do caudaloso rio. Encantou-se. Hoje penteia seus longos cabelos de sereia em meio aos igarapés. Tereza Cristina

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